O El Niño está se intensificando rapidamente e deve ganhar ainda mais força entre o fim do inverno e o início da primavera de 2026. Segundo a atualização divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Centro de Previsões Climáticas dos Estados Unidos (CPC/NOAA), há 93% de chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre setembro e outubro, além de 69% de probabilidade de ser o episódio mais intenso desde 1950.
Atualmente, a temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4, utilizada como referência para o monitoramento do fenômeno, está, em média, 1,4°C acima da normalidade, caracterizando um El Niño de intensidade moderada a forte. Na medição semanal divulgada na segunda-feira (10), a anomalia chegou a 1,8°C. Para que o fenômeno seja oficialmente classificado como forte, acima de 1,5°C, esse valor precisa se manter ao longo do mês.
A previsão também aponta que a intensidade elevada deve persistir. Entre outubro e dezembro, a chance de o El Niño permanecer em nível muito forte chega a 95%, segundo a NOAA.
Em Santa Catarina, os efeitos do fenômeno já começam a ser percebidos. Julho terminou com volumes de chuva acima do esperado para o período, e a tendência da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil e da Epagri/Ciram é de que o cenário de chuvas mais frequentes continue durante agosto.
A preocupação aumenta principalmente com a chegada da primavera e do verão, períodos que naturalmente apresentam maior ocorrência de chuva no Estado. Com a intensificação do El Niño, podem aumentar a frequência e os volumes dos episódios de precipitação, elevando também o risco de inundações, deslizamentos e temporais acompanhados de vendavais.
Diante da previsão, a Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram seguem monitorando continuamente as condições oceânicas e atmosféricas. A recomendação é que a população acompanhe diariamente os avisos e boletins meteorológicos, já que os modelos de previsão passam por atualizações constantes.
Fonte: Defesa Civil
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