A Fifa informou nesta quarta-feira (5) que pediu desculpas às federações-membro pelos erros cometidos na condução da proposta de venda de direitos comerciais ligados à Copa do Mundo. O projeto, chamado de “Fifa Forward Enterprise”, foi abandonado na semana passada.
Após uma reunião de emergência em Rabat, no Marrocos, a cúpula da entidade reafirmou apoio total ao presidente Gianni Infantino. Também participaram do encontro o secretário-geral Mattias Grafström e integrantes do conselho de administração da Fifa.
Em comunicado, a Fifa afirmou que enviou uma carta aos membros do conselho e às 211 federações-membro, reconhecendo os erros e prometendo revisar a forma como a proposta foi conduzida.
A entidade também declarou que não tolerará novos ataques à sua integridade, à boa governança e ao devido processo.
O plano previa a venda de uma participação de 20% em uma nova entidade de direitos comerciais a investidores privados. O negócio poderia arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões para o desenvolvimento do futebol.
A proposta gerou críticas da Uefa e de outras partes interessadas, que acusaram a Fifa de falta de transparência, má governança e ausência de consulta adequada. O projeto também foi questionado por envolver uma empresa com ligações familiares com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A crise se tornou um dos maiores desafios à liderança de Infantino desde que ele assumiu a presidência da Fifa, em 2016.
A controvérsia lançou dúvidas sobre a reeleição de Infantino para um quarto mandato. A eleição está prevista para março, durante o Congresso da Fifa no Marrocos.
Algumas federações europeias retiraram o apoio ao dirigente. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, também afirmou que perdeu a confiança em Infantino depois de saber que assessores e integrantes do conselho não haviam sido consultados sobre a proposta.
Apoio ainda é mantido
Apesar das críticas, Infantino continua recebendo apoio de federações de diferentes regiões. Marrocos anunciou que mantém o respaldo ao dirigente. Catar, Kuwait, Líbano, Sri Lanka, Indonésia e Filipinas também declararam lealdade ao presidente da Fifa.
Dirigentes do futebol africano enviaram mensagens de apoio, embora a Confederação Africana de Futebol ainda não tenha se manifestado.
As Ligas Europeias, que representam mais de 1.300 clubes do continente, afirmaram que a Fifa não deveria continuar tomando decisões unilaterais que afetam clubes, jogadores e torcedores.
A entidade também criticou o prazo de quatro semanas dado pela Fifa para avaliar o plano de ampliar a Copa do Mundo de 48 para 64 seleções na edição de 2030.
Fonte: Sbt News
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