O PSD (Partido Social Democrático) oficializou neste domingo (26) Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República. Durante a convenção nacional do partido em São Paulo, o ex-governador focou seu discurso em críticas ao governo Lula (PT) e mirou os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) para chegar ao segundo turno.
“É uma briga de polarização entre um candidato e outro. Não é possível que o Brasil vai querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. Não é eleição de rejeitados, e sim de quem traz resultados para a população brasileira”, declarou Caiado.
“Me dêem a chance de chegar no segundo turno que eu vou bater o Lula e devolver o Brasil aos brasileiros. Acreditem. É a realidade. Não estou falando da boca pra fora”, completou.
Caiado afirmou que o país está tomado por corrupção e pelo narcotráfico e que isso se deve à “complacência” do atual governo com crime. Segundo o candidato do PSD, as instituições brasileiras precisam ser resgatadas para que a população volte a acreditar nos poderes.
“Os poderes estão desmoralizados porque o Brasil não tem o bom exemplo que tem que ser dado pelo presidente da República", disse o ex-governador.
Caiado aproveitou também para alfinetar Lula pela suposta intenção do presidente em faltar a debates eleitorais. O primeiro deles está marcado para 16 de agosto, na Band. O pessedista afirmou que o petista “amarelou” e está “batendo em retirada”.
Visando alcançar o segundo turno, Caiado também criticou o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro. De acordo com o ex-senador, o PT quer a ida do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para o returno, pois vê chances melhores de vitória com a continuidade da polarização.
“Um se retroalimenta da vaidade do outro. E cada um vem amanhã com uma fala agressiva para tentar desviar o foco. Eles não têm propostas. Um está há 20 anos no poder. O que ele fez pelo Brasil, se não empobrecê-lo diante dos outros países? O outro já teve oportunidade e nada construiu e hoje está aí às voltas com tantas denúncias no dia a dia da sua curta trajetória política”, argumentou o político de 76 anos.
O nome do PSD ao Executivo federal ainda chamou Flávio de “candidato Kinder Ovo, uma surpresinha todo dia” e também provocou o senador o chamando de “frango de granja” por apenas obedecer ordens do pai, citando a leitura da carta de Bolsonaro pelo filho. “O Caiado é galo de terreiro”, complementou.
Fonte: sbtnews
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