A viagem foi comunicada ao governo brasileiro pela Embaixada da Argentina por questões de segurança. O principal compromisso de Milei será neste sábado (25), em São Paulo, onde participará do lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Integrantes do governo minimizam o fato de um chefe de Estado visitar o Brasil sem se reunir, ainda que brevemente, com o presidente da República. Nos bastidores, porém, assessores afirmam que o Planalto está preparado para reagir a eventuais declarações consideradas provocativas.
Entre os temas vistos como mais sensíveis estão críticas ao sistema eleitoral brasileiro, especialmente às urnas eletrônicas, além de manifestações contra a política interna ou as instituições do país. Segundo interlocutores, qualquer declaração desse tipo será respondida pelo governo.
Como referência para essa estratégia, assessores citam a reação de Lula às declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, crítico da gestão petista. Na quinta-feira (23), o presidente afirmou que, se Rubio quiser apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, “que venha e monte um comitê”, acrescentando que vencerá os adversários para “proteger a democracia brasileira”.
Fonte: Sbt News
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