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Com Alex Junior

PGR defende que Bolsonaro siga em prisão domiciliar após ter arma apreendida

Alexandre de Moraes havia solicitado novo posicionamento da Procuradoria-Geral da República nesta quarta-feira

02 de Julho de 2026 11:00

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A PGR afirmou não ver "falta grave" do ex-presidente após episódio com arma apreendida. A procuradoria ainda defende que a pistola siga retida. As informações são do g1.

Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia solicitado novo posicionamento da PGR sobre o caso. A decisão do órgão vem após a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal sobre o caso, no qual determinou apenas o indiciamento de um segurança do ex-presidente, o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho.

Arma apreendida

Policiais militares do Distrito Federal apreenderam uma pistola Glock 9 milímetros e um carregador sobressalente ao parar o veículo conduzido pelo segundo-sargento, durante blitz de rotina, realizada em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, na noite do último dia 15.

Conduzido até uma delegacia, Estácio se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e disse que a arma pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Assim que o caso se tornou público, o GSI divulgou nota à imprensa informando que não cuida da segurança do ex-presidente — feita por servidores públicos indicados pelo próprio ex-presidente — e que o militar flagrado transportando a arma de Bolsonaro não integra seu quadro funcional. Ainda segundo o órgão, o veículo parado na blitz policial também não pertence à instituição.

Em depoimento à Polícia Civil, Estácio teria afirmado que lhe pediram para levar a arma a um especialista em reparos, após ela apresentar problemas. De acordo com o militar, a pistola tinha sido retirada da residência de Bolsonaro naquele mesmo dia e seria devolvida no dia seguinte.

Prazo para manifestação da PGR

Alexandre de Moraes determinou na última quarta-feira (24), que a PGR se manifestasse sobre o caso da arma apreendida, que poderia se tornar motivo para encerrar a prisão domiciliar de Bolsonaro e levá-lo de volta à Papudinha.

Na quinta-feira (25), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer à Corte dizendo que ainda não via falta grave na conduta de Bolsonaro, mas que o caso estava na fase inicial de investigação. Bolsonaro continuou em prisão domiciliar.

Em despacho publicado nesta quarta-feira (1°), Moraes também pediu para PGR e a defesa de Bolsonaro que se pronunciassem, em até 48 horas, sobre a apreensão da pistola e o carregador sobressalente.

Fonte: Gaúcha ZH

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