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Síndrome respiratória aumenta em SC e coloca estado em nível de alerta

Dados da SES (Secretaria de Estado da Saúde) mostram que Santa Catarina já confirmou cerca de 5 mil casos de SRAG em 2026

13 de Junho de 2026 10:00

Síndrome respiratória aumenta em Santa Catarina e coloca estado em nível de alerta Foto: Reprodução
Santa Catarina está entre os estados brasileiros em situação de alerta para o avanço dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), segundo o último boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado na quinta-feira (11). O levantamento aponta crescimento das ocorrências nas últimas seis semanas e coloca o estado entre as 11 unidades da federação com incidência considerada preocupante.

A análise considera a Semana Epidemiológica 22, entre os dias 31 de maio e 6 de junho. Além de Santa Catarina, aparecem na lista Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e São Paulo.

De acordo com a Fiocruz, o aumento dos casos está relacionado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e dos vírus influenza, responsáveis por grande parte das hospitalizações por doenças respiratórias no país.

O cenário coincide com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, fatores que favorecem a transmissão de vírus em ambientes fechados e com maior concentração de pessoas.

Dados da SES (Secretaria de Estado da Saúde) mostram que Santa Catarina já confirmou cerca de 5 mil casos de SRAG em 2026. Os grupos mais afetados continuam sendo crianças e idosos, população considerada mais vulnerável às complicações decorrentes das infecções respiratórias.

Ocupação de leitos de UTI

Nesta sexta-feira (12), o Painel de Leitos de UTI indicava apenas 100 vagas disponíveis em todo o estado. Desse total, 29 eram destinadas a adultos, 32 a pacientes neonatais e 39 a leitos pediátricos. A taxa média geral de ocupação alcançava 93%.

No entanto, a SES afirma que o sistema funciona de forma integrada para garantir assistência a todos os pacientes. Quando não há vagas em determinada unidade, a Central de Regulação busca leitos em outros hospitais da mesma região ou em outras partes do estado, incluindo a rede privada, quando necessário.

Para ampliar a capacidade de atendimento, o governo estadual anunciou recentemente a abertura de novos leitos. Entre as medidas estão a ampliação da UTI pediátrica do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com dois novos leitos, a criação de dez leitos de UTI neonatal em Rio Negrinho e a implantação de quatro leitos de suporte ventilatório no Hospital da Criança, em Chapecó.

Vacina contra influenza está abaixo do esperado

A SES destaca que a vacinação contra a influenza continua sendo a principal ferramenta para prevenir casos graves, internações e mortes. O órgão também recomenda medidas simples de proteção, como higienizar as mãos com frequência, adotar a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com outras pessoas em caso de sintomas gripais.

A cobertura vacinal dos grupos prioritários de Santa Catarina está 60% abaixo do esperado. Até agora, 740 mil pessoas buscaram os postos de saúde para se imunizar, mas 1,2 milhão ainda não se vacinaram.

Desde quarta-feira (27), a vacina está liberada para todos os públicos em Florianópolis. É possível se vacinar até domingo (31), encerramento da campanha nacional de imunização.

Fonte: ND+

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