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Com Alex Junior

Homem é preso após executar suspeito de furto com tiros pelas costas em Chapecó

03 de Junho de 2026 13:00

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) elucidou o homicídio de Clair dos Santos, morto a tiros na manhã da última sexta-feira (29), em Chapecó. O autor do crime teve a prisão temporária decretada e foi preso nesta segunda-feira (1º), após se apresentar na Delegacia de Homicídios acompanhado de advogado. Conforme a investigação, a vítima foi perseguida por cerca de uma hora e executada com disparos pelas costas nas proximidades da área de campo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), no bairro Santo Antônio.

O crime ocorreu por volta das 9h20, na rua Beloni Trombetta Zanin. No local, Clair dos Santos foi encontrado já sem vida, atingido por dois disparos de arma de fogo. Desde as primeiras horas após o homicídio, a Delegacia de Homicídios de Chapecó iniciou as investigações e conseguiu identificar a dinâmica do caso e o autor dos disparos ainda no mesmo dia.

Dinâmica do crime

Segundo a apuração policial, o investigado utilizou um veículo Peugeot 2008 branco para procurar a vítima pelas ruas da região. Ao encontrá-la, tentou atropelá-la, chegando a colidir o carro contra uma calçada, o que causou danos à lataria e a um dos pneus. Mesmo com o pneu furado, continuou a perseguição.

A vítima correu em direção à área de campo utilizada pela Udesc, mas foi alcançada. Conforme a investigação, o autor desembarcou do veículo e efetuou quatro disparos pelas costas da vítima, atingindo-a duas vezes. Após os tiros, ele teria pedido a uma testemunha que não o denunciasse à polícia, afirmando que havia "matado um ladrão".

O laudo de necrópsia apontou que a morte foi causada por choque hipovolêmico intenso decorrente dos ferimentos provocados pelos projéteis. Os tiros entraram pelas costas, atravessaram o corpo e atingiram órgãos vitais, incluindo o coração. De acordo com a Polícia Civil, a posição e a proximidade dos disparos indicam uma execução à curta distância e sem possibilidade de defesa por parte da vítima.

Durante o interrogatório, o investigado relatou que havia sido informado sobre um furto ocorrido em uma farmácia próxima de sua residência e decidiu procurar o suposto autor por conta própria. Segundo ele, o objetivo seria capturar o suspeito e levá-lo à delegacia. No entanto, a investigação apontou que em nenhum momento ele acionou a polícia para comunicar o crime.

A proprietária da farmácia informou aos investigadores que sequer pretendia registrar o furto devido ao pequeno valor dos itens levados — um perfume e um desodorante. O boletim de ocorrência só foi formalizado após a polícia tomar conhecimento dos fatos.

Para a Polícia Civil, mesmo que a vítima tivesse participação no furto, não existia qualquer situação que justificasse a ação do investigado. Os policiais destacam que não havia legítima defesa ou qualquer outra hipótese legal que pudesse afastar a ilicitude da conduta.

Durante as diligências, o autor entregou o revólver calibre .38 utilizado no crime. A arma não possuía registro e, segundo ele próprio, estava em sua posse há vários anos.

O homem responderá pelos crimes de homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo. Após o interrogatório, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação é concluída.

Com este caso, Chapecó registra, até o momento, 12 mortes violentas intencionais em 2026. Os números incluem sete homicídios, três feminicídios, um latrocínio e uma lesão corporal seguida de morte.

Fonte: Polícia Civil

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