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Mostra sobre a Luta Antimanicomial mobiliza acadêmicos e comunidade na Uno SLO

A proposta foi montar uma mostra como uma exibição artística e reflexiva, não apenas uma palestra tradicional

19 de Maio de 2026 22:00

Os acadêmicos do primeiro período do curso de psicologia da Uno São Lourenço do Oeste promoveram, nesta segunda-feira (18), a “Mostra Sobre a Luta Antimanicomial”. A atividade foi realizada no auditório da universidade e reuniu estudantes, profissionais, comunidade acadêmica e público externo em torno de reflexões sobre a história da psiquiatria brasileira, a reforma psiquiátrica e os direitos das pessoas em sofrimento psíquico.

Organizada dentro das disciplinas de história da psicologia e filosofia da ciência, a mostra integrou uma atividade de extensão do curso e buscou apresentar, de forma interativa e acessível, os significados do 18 de maio, data marcada nacionalmente pela Luta Antimanicomial. Segundo a professora do curso de psicologia da Uno São Lourenço do Oeste, Viridiane Klabunde Carabagialle, trabalhar o tema já no primeiro período da graduação é fundamental para a formação crítica dos futuros profissionais.

“A psicologia brasileira tem uma história. A psiquiatria brasileira também tem uma história marcada por momentos de muita exclusão social, especialmente antes da luta antimanicomial. A ideia é que os alunos conheçam essa trajetória para que a gente não permita que determinadas situações voltem a acontecer”, destaca.

Viridiane explica ainda que a proposta da atividade foi além da simples transmissão de conteúdo. “Os estudantes também aprendem habilidades importantes para o cotidiano profissional, como transmitir informações, ouvir perguntas, responder ao público e dialogar com a comunidade”, afirma a professora, ressaltando que a construção da mostra começou semanas antes da exposição aberta ao público. Os acadêmicos realizaram pesquisas, analisaram artigos científicos, estudaram casos históricos e assistiram a documentários relacionados ao tema.

A professora Eduarda Caroline Ceriolli Martinello também destaca que a atividade buscou aproximar a comunidade de debates ainda atuais dentro da saúde mental brasileira. Ela conta que a mostra faz parte de uma atividade de extensão desenvolvida pelos estudantes do primeiro período onde eles apresentaram ao público um pouco da história da luta antimanicomial, da reforma psiquiátrica brasileira e das violências que marcaram os manicômios ao longo da história.

De acordo com Eduarda, a iniciativa também teve como objetivo ampliar o entendimento da sociedade sobre a Rede de Atenção Psicossocial e os serviços atualmente disponíveis para atendimento em saúde mental. “Muitas pessoas acreditam que essa luta terminou em 2001, com a reforma psiquiátrica brasileira, mas ela continua sendo necessária diariamente. É importante que a população compreenda por que existem os CAPS, qual é o papel da Rede de Atenção Psicossocial e como funcionam os atendimentos realizados pelas unidades de saúde, hospitais, SAMU e demais serviços”, ressalta.

Fonte: Uno SLO

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