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Operação Ártemis cumpre mandados em São Lourenço do Oeste e investiga fraudes em atendimentos para crianças com TEA

07 de Maio de 2026 13:00

Uma operação conjunta entre os GAECOs de Santa Catarina e do Paraná cumpriu, na manhã desta quinta-feira (7), nove mandados de busca e apreensão em São Lourenço do Oeste, Vitorino e Quedas do Iguaçu, durante a 3ª fase da Operação Ártemis. A ação investiga um suposto esquema de falsificação de documentos para beneficiar clínicas de fonoaudiologia em contratos públicos ligados ao atendimento especializado de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 300 mil em contas bancárias, o arresto de dois veículos e a suspensão de um contrato de prestação de serviços de neuropsicopedagogia mantido com o Consórcio Intermunicipal de Saúde (CONIMS). As duas principais investigadas também passaram a ser monitoradas por tornozeleira eletrônica por tempo indeterminado.

Os mandados expedidos pela Vara Criminal de Pato Branco foram cumpridos na Secretaria Municipal de Educação de São Lourenço do Oeste, em clínicas médicas e de fonoaudiologia, além das residências dos investigados. Durante a operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no avanço das apurações. Um médico, sócio de uma clínica em São Lourenço do Oeste, também é investigado. Conforme os elementos já reunidos, ele teria fornecido conscientemente atestados médicos falsos às líderes do esquema.

Segundo as investigações conduzidas pelo Núcleo GAECO de Francisco Beltrão, no Paraná, o grupo teria falsificado certificados de cursos técnicos e pós-graduação para habilitar clínicas em processos licitatórios e, assim, garantir pagamentos mais elevados por atendimentos especializados. Conforme apurado, os investigados chegaram a criar uma segunda clínica com o objetivo de fraudar contratos firmados com o consórcio de municípios.

A investigação também aponta que, após as primeiras fases da operação, as suspeitas passaram a falsificar atestados médicos, receituários e carimbos de profissionais da saúde para justificar faltas em instituições de ensino e no trabalho. De acordo com o GAECO, muitos dos documentos teriam sido produzidos sem o consentimento dos profissionais envolvidos.

O caso segue sob sigilo judicial e novas informações poderão ser divulgadas após a liberação dos autos.

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)

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