O governo federal atribui ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a derrota histórica sofrida na noite desta quarta-feira (29), com a primeira rejeição em 132 anos de uma indicação do presidente da República ao Supremo Tribunal Federal (STF). O escolhido pelo presidente Lula, o ministro Jorge Messias (AGU), recebeu apenas 34 dos 41 votos necessários no plenário do Senado.
Nos bastidores, ministros e senadores da base avaliam que a operação para derrotar Messias foi uma “declaração de guerra”. A avaliação é de que Alcolumbre agiu por “birra”, sem motivação final ou pedidos ao governo. Uma reunião de emergência com líderes foi convocada no Palácio da Alvorada.
Após a divulgação do resultado, o clima foi de consternação entre os governistas no plenário. Davi Alcolumbre levantou da cadeira na Mesa Diretora, se virou para Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, o abraçou e cochichou no ouvido.
O presidente Lula telefonou para o seu ministro da AGU após o resultado da votação.
Inconformado com a derrota, o Palácio do Planalto já deflagrou uma operação “caças às bruxas” para descobrir quem traiu e votou contra a indicação. Depois de ter liberado emendas e cargos para os parlamentares, o governo entrou na votação contabilizando 43 votos a favor do ministro da AGU, mas obteve apenas 34 dos 41 necessários. O voto é secreto.
É a primeira vez em 132 anos que um indicado pelo presidente da República ao STF é rejeitado pelo Senado. De acordo com aliados do presidente Lula, a articulação política do governo federal vai “dar o troco” se descobrir quem prometeu voto ao governo e não entregou.
Jaques e Davi estavam rompidos desde a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: sbtnews
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