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Com Alex Junior

Empresário e arquiteta são presos após aplicar golpes de R$ 14 milhões no ramo da construção civil em Chapecó

09 de Abril de 2026 15:00

Um empresário e uma arquiteta foram presos preventivamente na tarde de quarta-feira (8), suspeitos de aplicar golpes milionários no setor da construção civil em Chapecó. O casal é investigado por estelionato e lavagem de capitais, com prejuízo estimado em mais de R$ 14 milhões a diversas vítimas. Eles foram localizados e detidos na cidade de São Borja (RS), onde estavam escondidos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), conduzidas pelo Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Chapecó, os suspeitos fundaram, em 2023, uma empresa de engenharia e arquitetura, passando a atuar na construção de residências de alto padrão. Os contratos firmados com clientes variavam entre R$ 350 mil e R$ 2,4 milhões.

No entanto, enquanto assumiam múltiplas obras simultaneamente, os investigados captavam recursos de diferentes clientes ao mesmo tempo e adquiriam materiais de construção no comércio local sem efetuar os pagamentos. Ao final dos prazos estipulados, as obras apresentavam cerca de apenas 15% de execução, sem conclusão dos projetos.

Ainda conforme a Polícia Civil, no final de 2025, o casal fugiu de Chapecó. No mesmo período, chegou a abrir uma nova empresa com outro CNPJ, com o objetivo de dar continuidade às práticas criminosas.

Com o aumento das denúncias, os registros de ocorrência foram centralizados no DIC, que instaurou inquérito policial para apurar os crimes. Após reunir provas e ouvir vítimas, a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos, além de mandado de busca e apreensão no imóvel onde estavam escondidos, medidas que foram autorizadas.

Durante a operação em São Borja, realizada com apoio da Polícia Civil local, foram apreendidos dois celulares, R$ 21,5 mil em dinheiro, uma CPU de computador e 18 cartões de crédito.

Em depoimento, os investigados optaram por permanecer em silêncio, informando que irão se manifestar apenas em juízo. Após os procedimentos legais, eles foram encaminhados ao sistema prisional de São Borja, onde permanecem à disposição da Justiça. O inquérito policial deve ser concluído no prazo de até 10 dias.

Fonte: Polícia Civil

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