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Deputado Mauro De Nadal destaca avanços no combate à violência contra a mulher em SC

10 de Março de 2026 12:00

Durante o mês de março, marcado pelas reflexões sobre os direitos das mulheres, o deputado estadual Mauro De Nadal destacou iniciativas implementadas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina voltadas ao enfrentamento da violência de gênero no estado.

De acordo com o parlamentar, durante os períodos em que presidiu o Legislativo catarinense, em 2021, 2023 e 2024, foram criadas e fortalecidas estruturas institucionais com foco na promoção da igualdade e na proteção das mulheres.

Entre as ações está a implantação do Observatório da Violência Contra a Mulher, iniciativa que reúne e analisa dados sobre ocorrências de violência de gênero em Santa Catarina. A ferramenta tem como objetivo auxiliar na formulação de políticas públicas e fortalecer a rede de proteção às vítimas.

“Políticas públicas eficazes precisam começar pelos dados. Quando conhecemos melhor a realidade, conseguimos construir respostas mais eficientes para proteger as mulheres e enfrentar a violência”, destacou o deputado.

Além do Observatório, o Parlamento catarinense também avançou na implantação da Procuradoria da Mulher, na estruturação da Secretaria da Mulher, no fortalecimento da Bancada Feminina e na realização de campanhas permanentes de conscientização sobre a violência de gênero.

Dados recentes reforçam a importância dessas ações. Somente neste início de 2026, Santa Catarina já registrou 13.743 casos de violência contra mulheres, incluindo 6.127 ocorrências de ameaça e 3.417 casos de lesão corporal.

Outro dado preocupante é o número de feminicídios. O estado já contabiliza oito casos em 2026 e ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Para Mauro De Nadal, o enfrentamento à violência contra a mulher exige não apenas políticas públicas, mas também uma mudança de comportamento na sociedade.

“A violência não começa no crime. Muitas vezes ela começa antes, no desrespeito, no controle, nas ameaças e em atitudes que ainda carregam uma visão ultrapassada sobre o papel da mulher. Combater essa realidade é uma responsabilidade coletiva”, afirmou.

Levantamentos analisados pelo Observatório apontam ainda que cerca de 80% dos casos de feminicídio registrados no estado não tinham denúncias prévias contra os agressores, o que evidencia o silêncio e o medo que ainda cercam muitas vítimas.

“No mês da Mulher, mais do que celebrar, é importante refletir. Precisamos fortalecer as políticas de proteção, incentivar a denúncia e construir uma sociedade baseada no respeito e na igualdade”, concluiu o deputado.

Fonte: Ascom

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