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Clínicas médicas suspeitas de falsificar certificados para atender crianças com autismo são alvo de operação do Gaeco

21 de Agosto de 2025 11:00

O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Francisco Beltrão, realizou nesta quinta-feira (21) uma operação para apurar possíveis fraudes em certificações médicas. A ação, denominada Operação Ártemis, teve como foco clínicas que falsificavam certificados de cursos técnicos e de pós-graduação com o objetivo de participar de licitações do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Conims) e prestar atendimento especializado a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Mandados cumpridos em SC e PR

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em São Lourenço do Oeste (SC), envolvendo duas clínicas de fonoaudiologia e as residências dos sócios-proprietários, e um em Pato Branco (PR). A operação contou com o apoio do Gaeco de Santa Catarina e teve ordens judiciais expedidas pela Vara Criminal de Pato Branco.

Investigação

As apurações tiveram início em 2024, a partir da Delegacia de Polícia de Coronel Vivida, que identificou que os sócios das clínicas utilizavam certificados falsificados para habilitação em processos licitatórios, garantindo o recebimento de valores mais altos pagos pelo órgão público para atendimentos especializados. As clínicas investigadas eram utilizadas para cometer os crimes, com foco principalmente em atendimentos de fonoaudiologia a crianças com autismo.

Objetivo da operação

As buscas visaram determinar o valor total recebido de forma irregular pelos investigados e identificar se outros órgãos públicos também foram vítimas da fraude. Uma das pessoas investigadas é servidora pública em um município catarinense, prestando serviços de fonoaudiologia a alunos da rede municipal de ensino.

A pedido do Gaeco, o Juízo determinou a suspensão imediata dos atendimentos realizados pelos profissionais que utilizaram os certificados falsos. Durante a operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, que passarão por perícia para análise completa dos fatos.

A investigação segue em andamento, com o objetivo de garantir a responsabilização dos envolvidos e a proteção das crianças atendidas por essas clínicas.

Fonte: Nova FM 101.1 com informações da Ascom

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