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Com Elcio Lara

Governo australiano cancela visto de Djokovic pela segunda vez

Tenista pode ficar de fora do Aberto da Austrália depois de tentar entrar no país sem vacinação contra a Covid-19

14 de Janeiro de 2022 22:30

O governo australiano cancelou nesta sexta-feira (14) pela segunda vez o visto do tenista Novak Djokovic, que chegou ao país no dia 5 de janeiro sem estar vacinado contra a Covid-19 e desde então protagoniza uma batalha inédita para evitar a sua deportação.

O ministro da Imigração, Alex Hawke, disse em comunicado que tomou a decisão por motivos de "saúde e ordem pública".

O governo do primeiro-ministro Scott Morrison está “firmemente comprometido com a proteção das fronteiras australianas, especialmente neste contexto da pandemia de Covid-19”, explicou Hawke em seu texto.

Djokovic, de 34 anos, busca seu 21º triunfo em Grand Slam no Aberto da Austrália, que começa na segunda-feira. Em caso de título, ele poderia deixar para trás os rivais Rafa Nadal e Roger Federer. Mas após esta decisão do governo australiano o tenista número 1 do mundo pode ser banido do país por três anos.

Djokovic havia obtido uma isenção dos organizadores do Aberto da Austrália porque tinha testado positivo para Covid-19 em meados de dezembro.

No entanto, as autoridades de fronteira não consideraram que uma infecção recente justificava uma exceção e, em 5 de janeiro, dia de sua chegada à Austrália, cancelaram o visto de Djokovic e o enviaram para um centro de detenção de migrantes.

O tenista ficou detido lá até segunda-feira (10), quando seus advogados conseguiram que um juiz australiano o libertasse devido a um erro processual durante interrogatório no aeroporto de Melbourne.

Desde então, Djokovic treinou normalmente nas instalações do Aberto da Austrália, que na quinta-feira (13) o incluiu como o primeiro cabeça de chave do torneio.

Nesta sexta-feira, o ministro das Finanças, Simon Birmingham, insistiu, antes da decisão oficial de Hawke, que a Austrália só permite a entrada em seu território de pessoas com calendário completo de vacinação ou com isenção médica aceita.

"Esta política não mudou, e continuaremos a aplicá-la com rigor", disse ele à televisão local ABC.

Fonte: R7

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