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Nova Manhã

Com Daiane

Comentaristas atribuem sequência invicta a estabilidade defensiva do Inter

Modelo reativo, no entanto, pode ser melhor desenvolvido

15 de Setembro de 2021 14:00

Com a vitória sobre o Sport por 1 a 0, na Ilha do Retiro, na noite dessa segunda-feira, o Inter chegou ao sexto jogo consecutivo sem derrotas. É a melhor sequência na temporada, e credencia o time a sonhar com a parte de cima da tabela do Brasileirão.

Com três vitórias (sobre Flamengo, Sport e Fluminense) e três empates (diante de Cuiabá, Atlético-GO e Santos), o Inter ocupa agora a nona posição, com 26 pontos. Além disso, nesta sequência, só esteve atrás no placar por menos de 45 minutos, diante dos paulistas – o jogo terminou empatado em 2 a 2, com gol colorado no fim.

A sequência sem resultados negativos é atribuída, em boa medida, à solidez defensiva do time de Diego Aguirre. É o que opinam os comentaristas da Rádio Guaíba, Carlos Guimarães, e o colunista do Correio do Povo, Hiltor Mombach.

De acordo com Guimarães, o Inter apresenta um comportamento reativo, que tem como ponto de partida a estabilidade defensiva: “Você fica na defesa, e depois golpeia, depois parte para cima. Essa segurança é fundamental para o time”, explicou.

Na avaliação dele, no entanto, o modelo reativo apresentado por Aguirre pode ser melhor desenvolvido. Além disso, é preciso avaliar a qualidade técnica com que se aplica esse modelo. “Caiu um pouco. Contra o Sport a atuação não foi boa. Sofreu bola na trave e o goleiro Daniel foi o melhor em campo”, ponderou.

Guimarães vê também necessidade de evolução no aspecto físico que, para ele, estagnou. Apesar disso, pontua melhoras no time. Entre elas, o aspecto mental. “Já é uma equipe mais tranquila. Mas pode atuar mais. Melhorar a velocidade de contra-ataques, a cobertura e dar dobra de marcação para evitar jogadas nas costas dos laterais”, opinou.

A importância de Bruno Méndez
Na avaliação de Hiltor Mombach, a solidez defensiva passa também pela chegada de Bruno Méndez. Com a lesão de Rodrigo Moledo, foram testados diversos jovens ao longo da temporada, até que o recém-chegado assumisse a condição de titular. “Foram fracassos retumbantes. A direção, lenta, demorou para encontrar alguém”, avaliou.

De acordo com ele, a presença do uruguaio ao lado de Victor Cuesta foi fundamental para que o Inter tenha sofrido apenas seis gols nos últimos nove jogos: “O sistema defensivo é o que está sustentando o Inter em uma zona intermediária da tabela”.

Segundo Mombach, nesta passagem, Aguirre “trai” um pouco aquilo que havia feito quando comandou a equipe em 2015, com características mais ofensivas. E atribui isso a dificuldade em “encaixar peças” que tem à disposição. “Do meio para frente, ainda não conseguiu acertar. Por vezes o Edenilson faz a segunda função, outras a terceira. Ora coloca o Caio Vidal, depois abdica dele. Ainda está tentando encontrar soluções”, analisou.

Agora, o Inter tem duas partidas em casa para tentar confirmar a boa fase e entrar de vez na briga pela parte de cima da tabela já no mês de setembro. No domingo, às 11h, enfrenta o Fortaleza. Na semana seguinte, também domingo, 26 de setembro, encara o Bahia, às 16h.

Fonte: WH3

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