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Festa clandestina é interditada pela polícia no Rio Grande do Sul

23 de Maio de 2020 17:40

Uma festa clandestina, divulgada como “a maior do Brasil”, foi interditada pela Polícia Civil na noite de sexta-feira (22), em Eldorado do Sul, município do Rio Grande do Sul. A aglomeração infringe o decreto em vigência no Estado, que proíbe festas e eventos em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A festa foi marcada através de redes sociais, e nem mesmo os convidados sabiam do endereço da festa. Para chegar até o local, os convidados tiveram acesso a van e ônibus, que partiram do Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. A lista de convidados aconteceu através de um grupo de WhatsApp, com 107 membros, e um perfil fechado no Instagram, com cem seguidores. Apenas pessoas incluídas nessas duas plataformas teriam acesso ao transporte.

Na internet, o evento era divulgado como “a maior festa clandestina do Brasil. A Polícia encontrou cerca de 30 pessoas no local. “Trata-se de uma reunião de amigos, em uma propriedade particular, sem fins lucrativos. Não obstante, sabemos que o momento divide opiniões. Para evitar desgaste ou qualquer tentativa de impedimento é importante essa cautela”, constava uma das mensagens enviadas no grupo.

Para que a festa acontecesse, a premissa era o sigilo. Conforme informações da Zero Hora, os seguranças da festa guardariam os celulares dos convidados, no momento do embarque nos transportes, para garantir que os convidados não realizassem nenhum registro.

A festa seria realizada de novo no sábado (23) e no domingo (24). O perfil seria apagado após o final de semana das festas e tinha previsão para acabar às 5h da madrugada. Segundo o titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, delegado Rodrigo Fuchshuber Caldas, os convidados alegaram ter recebido um convite para um churrasco e que não sabiam que seria uma festa. Ainda conforme os policiais, nenhuma droga foi encontrada no local.

Os dois organizadores do evento e proprietários do estabelecimento foram conduzidos à Delegacia. Eles não tiveram o nome divulgado, foram indiciados e irão responder em liberdade por crime contra a saúde pública, previsto no artigo 268 do Código Penal.

Fonte: CLIC RDC | FOTO: POLÍCIA CIVIL

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