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Nova Manhã

Com Alex Junior

Com meio pouco combativo e zaga exposta, Cruzeiro mostra fragilidade no sistema defensivo

14 de Fevereiro de 2020 10:25

Em meio a um elenco modificado quase por completo para 2020, a defesa era o setor que, teoricamente, despertava menos preocupações no Cruzeiro, principalmente em função da permanência de Fábio, Edilson, Cacá e Léo. A atuação e os números apresentados nos últimos jogos, no entanto, ligam o alerta.

Mesmo jogando diante de adversários inferiores, o Cruzeiro sofreu gols e precisou remar mais do que deveria para vencer o Tupynambás, lanterna do Mineiro, e empatar com o São Raimundo-RR, equipe da Série D nacional que chegou para o confronto sem ter feito um jogo oficial sequer nesta temporada. Somando as duas partidas, foram quatro gols sofridos pela Raposa.

Principalmente contra o São Raimundo, os problemas defensivos do Cruzeiro estiveram longe de ser relacionados apenas à linha formada por zagueiros e laterais. O meio de campo, pouco combativo, deixou a zaga exposta em vários momentos. Léo e Cacá, por diversas vezes, precisaram dar combate mais adiantados do que de costume e ainda não tiveram a cobertura ideal.

Os garotos Edu e Adriano, que foram os volantes em Roraima, não tiveram boa atuação. Um Edu "perdido" pode se justificar pelo fato de ser zagueiro de origem (ele vem treinando no meio desde a pré-temporada). Adriano tem qualidade no passe, leitura de jogo e bom posicionamento. Teve boas apresentações jogando ao lado de Jadsom, contra Boa Esporte e Villa Nova. O duelo em Roraima foi, até então, ponto fora da curva.

A exposição da defesa, no entanto, parece mais um problema do sistema do que das peças em si, já que Filipe Machado e Jadsom deixaram alguns espaços contra Tupynambás e América-MG (o clássico terminou 1 a 1). Os ataques do Cruzeiro quase sempre contam com a presença de um dos volantes e um dos laterais. Com três meias e mais um atacante, a Raposa tem mostrado dificuldades para conter as saídas rápidas dos adversários.

É início de trabalho. O entrosamento ainda não chegou, principalmente em função das mudanças que Adilson tem feito no time - várias por obrigação, inclusive -, mas a defesa, que sempre foi "porto seguro" dos times do treinador, precisa evoluir. E essa necessidade aumenta ainda mais em função de o time não ter conseguido criar tanto no ataque. Diante de adversários mais fortes, a fragilidade defensiva pode custar caro.

Fonte: Globo Esporte / Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

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