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Hoje, 14 de Dezembro de 2017

Saiba quem são os alvos de mandado de prisão da Operação Carne Fraca

20 de Março de 2017 17:12

Considerada pela Polícia Federal (PF) como a sua maior operação, a Carne Fraca contou com mandados de prisão contra 37 pessoas. A investigação apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema criminoso para liberação de licenças, fiscalização irregular de frigoríficos e também adulteração de carne vencida.

Até a noite de sábado (18), duas pessoas continuavam foragidas: Nilson Alves Ribeiro e Nilson Umberto Saccheli, sócio do frigorífico Frigobeto.

Saiba quem são os alvos dos mandados:

Prisão preventiva

André Luis Baldissera - Diretor da BRF. Segundo a investigação, atuou junto ao chefe da fiscalização do Ministério da Agricultura para que a fábrica de Mineiros (GO) não fosse interditada, depois de terem sido encontrados traços de salmonela em produtos. A defesa de Baldissera não se manifestou.

Carlos Cesar - Agente de inspeção federal do Ministério da Agricultura no Paraná. Segundo a investigação, agia a mando da chefe da fiscalização para recolher "doações" de empresários do setor de carne. Defesa não foi encontrada.

Daniel Gonçalves Filho - Ex-superintendente regional do Ministério da Agricultura no Paraná e apontado na investigação como chefe e "articulador" do esquema criminoso. É suspeito de ocultar imóveis em nome de terceiros. Defesa não foi localizada.

Dinis Lourenço da Silva - Chefe da fiscalização do Ministério da Agricultura em Goiás. Suspeito de ter revertido, após pedido de gerente da BRF, a interdição de uma unidade do grupo em Mineiros. Foi flagrado em conversa telefônica pedindo a um gerente da BRF R$ 300 mil para apoio em eleição municipal em Goiás. Outra conversa, segundo as investigações, revela que Dinis recebeu R$ 50 mil de um dono de curtume. O advogado dele disse que a suspeita contra o cliente não tem comprovação e que não vai se sustentar após Dinis depor.

Eraldo Cavalcanti Sobrinho - Fiscal agropecuário no Paraná e responsável por fiscalizar a Peccin. Foi apontado por uma funcionária da Peccin como tendo recebido propina para deixar de fiscalizar a empresa. Segundo a apuração, assinou certificados de liberação de cargas para exportação sem executar fiscalização, em troca de dinheiro. Também atuou na fiscalização da Seara, por indicação de um funcionário da empresa, diz a PF. Procurada, a defesa de Eraldo afirmou que vai se manifestar ainda nesta segunda (20).

Fabio Zanon Simão - Chefe da assessoria parlamentar do Ministério da Agricultura no Paraná. É suspeito de ter acertado com um frigorífico o pagamento de propina para liberação de abate de equinos. 

Flavio Evers Cassou - Funcionário da Seara e ex-fiscal do Ministério da Agricultura no Paraná, responsável, então, por fiscalizar a empresa. Acusado de ter acesso aos sistemas internos do ministério na condição de funcionário da Seara. Entregou aos cuidados da chefe da fiscalização no Paraná uma caixa com carnes e outros produtos. Pediu, segundo a investigação, para que fiscais assinassem certificados que permitiam a exportação de produtos, sem que houvesse fiscalização prévia. Segundo a PF, é suspeito de usar o filho para movimentar recursos, enquanto ainda era fiscal do ministério. A investigação também suspeita da evolução patrimonial dele. Defesa não foi localizada.

Gercio Luiz Bonesi - Fiscal do Ministério da Agricultura em Londrina. Acusado de intermediar exportação de miúdos de frango para a China pela empresa Jaguafrangos. Atuou, ainda segundo a PF, para favorecer o frigorífico Oregon em uma liberação de abate de cavalos.


Gil Bueno de Magalhães - Superintendente regional do Ministério da Agricultura no Paraná. Usou influência do cargo para beneficiar empresas em troca de favores pessoais, segundo a PF. "Coordenador do esquema repulsivo de cobrança de propinas", diz trecho da investigação. A defesa dele informou que não teve acesso aos autos do processo, por isso não ainda comentou o caso – mas afirmou que Gil está tranquilo quanto sua inocência e pretende provar isso. A defesa também informou que irá entrar com medidas cabíveis para garantir a liberdade do cliente.

José Eduardo Nogalli Giannetti - Representante do grupo Peccin. Tinha conhecimento de irregularidades na fabricação de produtos da empresa e no pagamento de propina aos fiscais, segundo a PF. Defesa não foi localizada.

Josenei Manoel Pinto - Agente de inspeção sanitária do Ministério da Agricultura no Paraná. Integra "cadeia criminosa" instalada no ministério, diz a investigação. Em gravação de câmeras de segurança, é flagrado levando produtos da empresa Madero, que era responsável por fiscalizar. Procurada, a defesa de Josenei afirmou que não vai se manifestar. "Com relação ao processo e considerando o momento sensível, não vamos nos manifestar sobre o caso. Apenas futuramente", disse o advogado Pietro Arnaud.

Juarez José de Santana - Chefe da Unidade Técnica Regional da Agricultura de Londrina. Lidera, segundo a apuração, "célula autônoma criminosamente organizada" a mando dos responsáveis pela fiscalização do Ministério da Agricultura no Paraná. Acusado de atuar em favor de empresas em relação às quais deveria ser fiscal. Defesa não foi localizada.

Luiz Carlos Zanon Junior - Fiscal Federal Agropecuário da Unidade Técnica Regional de Agricultura de Londrina (PR). Cobrava das empresas MC Artacho, Wegmed Caminhos Medicinais e Unifrango Agroindustrial pagamento em troca da liberação de certificados de conformidade. Além disso, foi flagrado em conversas com seu filho, o também fiscal Sergio Ricardo Zanon, sobre movimentações de oficiais responsáveis pela fiscalização dentro do órgão. Defesa não foi localizada.

Maria do Rocio Nascimento - Médica veterinária e chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, na Superintendência Regional do Paraná. É suspeita de usar o cargo para beneficiar a BRF e a Seara, em troca de vantagens pessoais. Chegou a viajar para vários países da Europa com todas as despesas pagas pela BRF, diz a polícia. 


Idair Antonio Piccin - Dono do frigorífico Peccin, do Paraná. Acusado de usar aditi

Fonte: Globo.com

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