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Hoje, 22 de Junho de 2018

Temporais no Rio Grande do Sul danificam 2,7 mil casas em 26 cidades

Chuva, granizo e ventos intensos causaram estragos e duas mortes. Defesa Civil segue fazendo levantamento dos problemas causados pelo temporal.

13 de Junho de 2018 15:30

Aumentou o número de municípios atingidos e de casas danificadas por causa dos temporais que atingiu o Rio Grande do Sul entre segunda (11) e terça-feira (12). Segundo boletim da Defesa Civil emitido na manhã desta quarta (13), são 26 cidades afetadas e 2.780 residências prejudicadas, contra 24 e 2.630 respectivamente, conforme o último informativo.

Chuva e ventos intensos, além de granizo, causaram estragos e duas mortes no estado. As regiões com mais problemas são Serra, Norte e Centro. As principais ocorrências se referem a quedas de árvores e postes, falta de energia elétrica e destelhamentos.

Além disso, 10 pessoas estão desabrigadas (em ginásios ou escolas da cidade) e outras 29 estão desalojadas (em casas de parentes ou amigos).

Os transtornos danificaram estruturas no interior, como igrejas e escolas. Em Araricá, a cerca de 70 km de Porto Alegre, a Escola Francisca Isabel, que atende cerca de 400 alunos do município, foi destelhada e a instituição suspendeu as aulas e antecipou o recesso escolar.

Susto

Moradores relataram medo durante o temporal. O agricultor Elton Lorezon, morador da cidade de Água Santa, lembra que se segurou em uma parede para esperar a ventania diminuir.

"Estava deitado eu e a minha esposa. Daí eu disse: 'vamos levantar, vamos para baixo, no porão que é mais seguro'. Mas em questão de um minuto, não deu tempo. Eu me agarrei em uma parede até passar um pouco. Aí começou a sofá virar para um lado, cama para cá, e depois conseguimos descer", conta.

O caminhoneiro Domingos Favretto, de 57 anos, levou um susto na noite de segunda-feira (11). Ele estava dentro do veículo que foi arrastado e tombou com a força do vento, quando seguia de Tapejara em direção a Coxilha.

"Era um tombo seguido do outro. Ele [caminhão] começou e não parou mais, até parar naquele local", lembra. Ele sofreu escoriações em todo o corpo e está internado no Hospital Santo Antônio, em Tapejara.

Mortes

Em Ciríaco, um homem morreu atingido pela própria casa, que desabou sobre ele. De acordo com a Polícia Civil, a residência foi destruída pelo vento.

O morador José Alves Nunes, de 53 anos, foi socorrido por vizinhos e levado ao Hospital São José, em David Canabarro, mas não resistiu aos ferimentos.

O temporal também causou a morte de uma idosa em Sarandi. Segundo a polícia, Rita Didomenico, de 70 anos, estava em casa junto com a família na Linha Águas do Angico, interior da cidade, quando a tempestade começou, por volta das 3h.

Parte da família buscou refúgio dentro de um carro, mas Rita, que era cadeirante e tinha necessidades especiais, não conseguiu sair a tempo. Ela foi atingida pelo desabamento da casa. Embora tenha sido socorrida, a mulher chegou sem vida ao hospital.

Falta de luz

O número de consumidores sem energia elétrica chegou a passar de 100 mil no estado por causa do temporal. Agora, segundo as concessionárias RGE e RGE Sul, cerca de 49 mil clientes estão sem luz, desde a noite de segunda (11).

Na área de concessão da RGE, são 20 mil e na RGE Sul, 29 mil. Ainda não há previsão para retomar o serviço por completo.

Doações aos atingidos

No fim da manhã de terça (12), o governador do estado convocou uma reunião com representantes das secretarias das áreas mais afetadas pelo temporal para reforçar a estratégia de ação e atender quem precisa de ajuda.

José Ivo Sartori (MDB) disse que Defesa Civil, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros estavam preparados para socorrer as regiões atingidas pelo temporal, inclusive com a distribuição prévia de lonas. No entanto, ele destacou que os problemas foram maiores do que o esperado.

Como os estoques da Campanha do Agasalho ainda estão muito baixos, a Defesa Civil faz um apelo pedindo doações às famílias afetadas.

"Só o governo e os municípios sozinhos, sem a solidariedade das pessoas, não venceremos as dificuldades que estão aí", disse o governador.

As doações podem ser entregues na sede da Defesa Civil de cada município. Roupas, calçados, cobertores, colchões, produtos de higiene pessoal, alimentos não perecíveis e água são os itens prioritário.

"Com a chuva que veio junto com vendaval molharam todas as roupas e destruíram alimentos. Para isso eu gostaria de fazer um apelo, como já também referiu o governador. Nós estamos em plena Campanha do Agasalho, e a solidariedade do povo gaúcho, que já foi demostrada em várias oportunidades, nesse momento vai ser muito importante", completou o coronel Alexandre Martins de Lima, coordenador da Defesa Civil Estadual.

Fonte: G1 RS

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